Minha nossa estranha loucura – Por Mariana Gouveia

Mariana Gouveia:

Eu, no Retratos da Alma

Postado originalmente em Retratos da Alma:

“Por isso, preste atenção nos sinais –
não deixe que as loucuras do dia-a-dia
o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.”

- Carlos Drummond de Andrade -

 

A primeira vez em que a palavra loucura atravessou minha vida foi ainda quando eu era criança. E a curiosidade assombrava-me os dias. Ela morava do lado da minha casa. Devia ter quase a mesma idade que eu. Os cabelos longos e os olhos medrosos, através das cortinas, eu via sempre que dava pela fresta da janela.

Algumas vezes, eu ouvia gritos rua afora. Mas, até aí, nada demais. Meus irmãos gritavam várias vezes, todos num uníssono som, fosse pela bola de gude perdida, pela pipa arrebentada, ou pelo gol perdido. Grito nem era sinônimo de loucura – argumentei em diversos momentos com minha mãe.

Eu a achava normal. E a sentia leve quando nossos olhares se cruzavam…

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na minha vida já vivi tantas vidas…

Mariana Gouveia:

Tão lindo!

Postado originalmente em in my own defense:

” eu podia contar-te tanto de mim … porque há tanto para contar, tantas vidas … !!

para ti, e só para ti, ia ser tão fácil

fazer-te compreender o porquê … partir muralhas, muros, paredes, rasgar a roupa e a pele

expor-me a ti … mostrar-te o que sou por dentro …

… mas não o faço

porque tu não sabes, e não quero que o saibas,

mas o tal vazio dentro de mim é o espaço exato onde só tu encaixas … “

l.

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