Carta ao meu filho aos cuidados de julho

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Oi, filho
Hoje retornei às minhas lembranças. Revi os dias que antecederam tua vinda ao meu mundo. E depois daquele dia em que me vi grávida, nunca mais fui só, por que desde aquele momento você passou a ser parte dos meus pensamentos.
Ainda na barriga, resguardado do mundo aqui fora, a ansiedade era ver como você seria.
Os dias e os meses antecipou tua chegada um mês antes do previsto. E de repente, você se tornou nossa vida.
Os primeiros dias, os primeiros meses, o primeiro ano. A primeira palavra, a ida à escola… e você se torna cidadão do mundo.
Cada descoberta era uma magia em nós.
Eu e seu pai fomos seus adversários nos jogos, até tênis inventamos de jogar, para te dar uma atividade única.
Você foi se transformando com o tempo. E cada conquista tua era a nossa também. Sofremos juntos suas dores de amor. Rimos juntos das piadas às vezes sem graça. Até torcer para seu time nós torcemos, só para te ver feliz. E quando ele perdia, dávamos-te a lição de que perder faz parte.
Hoje, relembrando o dia em que você nasceu, há 26 anos atrás, eu sabia que seria a última noite em que eu dormiria tranquila, por que depois de você, as minhas noites seriam povoadas de você. Se tava dormindo direito, se tava com frio, se havia comido antes de dormir. E rezava/rezo para Deus te proteger.
Te criei envolvido na poesia. Te apresentei os livros. Mas, antes de tudo te dediquei amor.
Embora hoje, você seja um homem, com personalidade forte, dono de si, para mim e seu pai, você ainda é nosso menino.
Filho, a vida nos leva por caminhos que talhamos e são nesses que caminhos que desenhamos nossa história. A sua história é escrita dentro da nossa e sem você nossa história não teria momentos tão bonitos para mostrar.
26 anos se passaram desde quando você nasceu e foi aí que nós nascemos para a vida.
Te amamos infinitamente

Feliz tudo!

Mariana Gouveia