Os dedos da aurora…

Os dedos da aurora

Entravam-me no quarto sem bater à porta,

desfolhando no ar a flor do seu perfume.

Ouvia-os arrastar-se, leves, até ao tapete.

Trepavam à cama e depois, entre lençóis,

anunciavam-me o dia com carícias subtis.

Luis Alberto de Cuenca

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