A imensa água quente azul

A imensa água quente azul
Ardente e desolada confusão, abandonada pelo lírio da poesia desfolhada estação após estação. A imensa água quente azul iridescente não existe na grande solidão adormecida. Memória hipnotizada, incompreendida e enterrada no húmus. Gestos esquecidos, ou nunca acreditados, dispersos pelos fumos das ínfimas e intimidas horas queimadas e compromissos perdidos. Que ingredientes são estes da ubiquidade? Qual a razão da saudade? Somente a insinuante congeminação de um acrimonioso e terminante silêncio ressoa distante na fímbria de uma noite incisiva e fria. Vivo inerte, absorto, na curva humedecida e protuberante do surto da recapitulação e da extensão. A permanência constante da tua ausência enche o meu coração.

Cviena

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