Os olhos rasgados atravessam os azuis

Os olhos rasgados atravessam os azuise quem pode ver os
girassóis no centro
das pétalas, coração
dourado buscando
finas raízes de paz. (?)
o veio branco do segredo
escorre pelo caule…

quem?

talvez não baste um olhar
de cegueiras, cápsulas do
sono e um conto que sonha
com as fadas…

A deriva tudo o que era “sério”
por todo o mar que nem vimos
um peso boia na flor
rezo mil terços ateus
pela balada sem dor.

Veio algum poeta assoprar no meu ouvido:
– talvez seja a morte dona da seriedade”,
e outro retruca: – não ouça, refute e corra
tem um verso de louco chamando a vida
de amor… Como há mar morto, eu mordo.

E os sóbrios e sãos, aonde estão,
o que carregam nas mãos (?)
Areia do tempo, passado sem vento.
O medo já não tem meus dias
e nem a morte pode lhe roubar a sorte.

Wilson Caritta.

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3 comentários em “Os olhos rasgados atravessam os azuis

  1. Susana disse:

    Sempre bom ler Wilson Caritta, poeta atemporal!!!! Até sempre

    Curtir

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