o BARULHO da asa da libélula na cortina…

o BARULHO da asa da libélula na cortina

um grito
era a morte dos devaneios tolos.
A madrugada que nasce opaca, cinzenta.
A vida e a ansiedade toda.
Abro todas as portas e janelas para que o inseto alado voe.
Eu, presa em um emaranhado de fios.
A atadura da queda, os hematomas do grito.
Esvazio os armários todos. Procuro um barulho em algum canto.
em algum lapso de memória esqueço que ele grita dentro de mim.
O vento agita a cortina.
É um sinal de alegria que não é minha.
queria que fosse verdade sobre o amor novo que você citou. Queria tanto essa emoção de novo e de novo. mas ainda é o mesmo amor de sempre que me faz abrir as gavetas e vasculhar em papéis antigo suas letras em envelopes grandes, gritantes, seu nome escrito.
um endereço cego para onde minha alma vai e não é lá onde você mora agora.
Grito liberdade para a libélula, que mesmo com a cortina balançando, insiste em brigar com a asa, em uma rede que não há. E o barulho que insiste nessa madrugada fria.
Há qualquer inicio de loucura em algum lugar.

 

Mariana Gouveia

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2 comentários em “o BARULHO da asa da libélula na cortina…

  1. Cris Campos disse:

    Não adianta fugir daquilo que nos avassala a alma, melhor é render-se e tentar extrair o melhor. 😘

    Curtir

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