Havia prenúncio de ave na chegada

Havia prenúncio de ave na chegada.

Os olhos comiam o dia amanhecendo. Alguém dava pinceladas de cores nas tintas. Verde em profusão de amor. Nos tons que ultrapassam cinquenta vezes mais do que os olhos podem contar.
Lembrou-se da aula de arte. Verde-água, verde-musgo, verde-bandeira, verde!
De repente, o inverno se desenha colorido. Pega a mala da saudade e ali guarda o instante. Ri. Logo ele aponta ali, mais ali.
Flashes que quando criança podia imitar.
Ousa repetir o gesto. Parada em um mesmo ponto. Se vendo ali, criança. Gesticulando sonhos. Ainda nem era tempo de chegadas e já murmurava alegria.
Bem ali, o dia acelerava a magia e era necessário viver.

 

Mariana Gouveia
In Cadeados Abertos – Diário das Quatro Estações
Editora Scenarium Plural
pág. 23

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6 comentários em “Havia prenúncio de ave na chegada

  1. SC disse:

    Você sempre faz magia com as palavras e com as fotos, beijos além mar Mariana!!! ❤

    Curtido por 1 pessoa

  2. mariel disse:

    Peguei a mala da saudade. Doi, menina, mas é importante partir ou chegar

    Curtido por 1 pessoa

  3. Lunna Guedes disse:

    Adoro quando publica trechos dos seus livros… fico insuportável cá.
    Você deveria fazer uma sessão de fotos com eles por aí. só acho. rs
    Ficaria lindo aqui várias fotos deles.

    bacio

    Curtido por 1 pessoa

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