Eu era a estranha perdida

Eu era a estranha perdida

Parada na manhã, no meio do nada.
Caótico trânsito dentro de mim.
Eu era a estranha perdida e ninguém conhecia.
Vozes me indicavam a direção.
Rumo a lugar nenhum.
Não sabia o endereço, nem conhecia nada além do corpo dela.
A mão, pedia toque.
Sobrava solidão nas estrelas.
E a vontade exagerada no olhar.
Foi assim que amanheci em tua roupa.
Cheiro de pele molhada.
Cheiro da chuva que vi escorrer na calma
de uma manhã onde desejei ser vidraça.

Mariana Gouveia
*Fotografia: Facebook

 

 

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2 comentários em “Eu era a estranha perdida

  1. LUA disse:

    Maaariii…você me faz querer voltar a postar.Que coisa esse poema!!! Bjooo

    Curtido por 1 pessoa

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