As esperas

As esperas

as esperas são tapetes estendidos.
há quem os prefira lisos e lhes desenhe nos entretempos os bordados que os sonhos tecem com as linhas invisíveis dos dias.
outros, escolhem-nos onde a vista se canse e o corpo se ausente.
em vez de esperar, viajam.
e quando a espera acaba, os que desenham, bordam a duas mãos um tapete onde o amanhã se passeia.
os outros, serão condutores embriagados pelo medo de ficar.
e partem cheios de futuros vazios.

Rosa Maria Ribeiro
*fotografia: Oleg Oprisco

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