Da delicia de matar a sede

A água que te molha e o desejo de beber.

Meu corpo segue as próprias ideias
como se a mente fosse algo longe e não parte dele.
Refresco a memória dele. Líquidos.
E sem te tocar. Tenho-te em minhas mãos.

Em gostos, tenho o sabor.

Sinto essência, quase.
Desejava-a…como se deseja uma coisa perdida pra sempre.

E meu chamamento a trouxe.

Tudo é tão singular. E único.

Não quero impor-te a minha vontade.
Mas, meu desejo…Ah, esse te faço sorver com minha umidade
como parte do gole da bebida pura.
Da delicia de matar a sede, eu sou tudo junto. A água que te molha e o desejo de beber.
Sou a gota que escorre e derramo em ti.
Deixo-te escorrer em mim.

Mariana Gouveia

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