Dentro de uma velha caixa de eternit

dentro de uma caixa velha de eternit.

anônima esperei por você
fiquei a espreitar as horas como se eu mesma pudesse pegar o relógio da mesa e girar os ponteiros
para a hora em que vai chegar
Alguém um dia me disse que havia equilíbrio de tempo entre o que se pode e o que se tem – não há –
Descobri isso enquanto te esperava anônima entre uma manhã que não passava.

Fui ali, registrar o tempo e o voo da joaninha…
exuberante de colorações ela se limitava entre as asas do querer voar
ou ficar por ali como quem espera o sol

retorna o encanto
ressoa a imaginação
resiste assim a eternidade

as horas caminham como quem borda momentos.
Tic tac

Os pensamentos pegam carona na imaginação
onde a beleza se fixa
onde as paisagens são
aquilo que se pode montar no pequeno jardim feito dentro de uma caixa velha de eternit.

abrigo no corpo o desejo por você.
Desenho tuas mãos na saudade e suspenso no ar o relógio que registra o tempo que vive em mim

Mariana Gouveia

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2 comentários em “Dentro de uma velha caixa de eternit

  1. Mariana Gouveia disse:

    o tempo que carrega as lágrimas tem sempre mais tempo que o do riso. assim é o da ausência.
    (palavra da Rosa)

    Curtido por 1 pessoa

  2. Mariana Gouveia disse:

    Conheço os dois tempos…Guardo os dois na memória.O do riso e o da lágrima …

    Curtido por 1 pessoa

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