Bis

Bis

Da base ao topo
deslizantes areias
uma cama de teias
de aranhas
e manhas.
E a manhã escondida
por detrás da cortina
permitiu meia-luz
ante dois corpos nus.
Despidos do dia
entregues à euforia
de fazer chorar
Imersos em bocas
sussurros e roucas
palavras de amar
A língua percorre
o habitat natural
em doses perfeitas
de açúcar e sal
Adentra profundo
arromba as entranhas
teu sexo um mundo
fecundo…

Cravada em teu corpo
como em sonhos te quis
pensamento segreda:
– quero bis…

Isabel Machado

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3 comentários em “Bis

  1. KAMBAMI disse:

    Ambos lindos o poema e as joaninhas. 🙂

    Curtido por 1 pessoa

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