A cidade por trás das palavras…

Sol

A cor dessa cidade sou eu
O canto dessa cidade é meu
(Daniela Mercury)

 
Escrevo- me nas ruas ainda desertas. Um cão late na rua de cima.
É na madruga que as palavras me tinge de cidade.
Nunca sei se sou eu que espio a cidade… ou se é ela que me vigia. Sei apenas que me coloco dentro dela, passo a passo.
O sol vem surgindo – a cidade começa a acordar – e seus raios envolve a vida no meu quintal e dentro de mim.
Quando amanhece de verdade, ela passa a ser dourada. O sol colore as vidraças dos prédios. Queima a pele ou acaricia – depende da visão por trás das ruas, dos muros.
As minhas palavras, às vezes, alcançam as nuvens. É céu de encantos no meu lugar.
Meço o azul até aonde a vista alcança. O ouro do sol e o calor típico dela é como aconchego.
A tarde, as sombras vão se transformando em silhuetas e mais uma vez, minha cidade fica dourada de sol…que beija o rio, as árvores, as casas e minhas palavras.
O lugar de fé inicia seu ritual. O mantra me corrige dentro do agradecer.
É quando as palavras dançam dentro de mim e vão dormir nos arredores da minha cidade.

Mariana Gouveia
Scenarium livros artesanais
Diário das Quatro Estações
Lançamento 27 | 08 | 16 – a partir das 16h
Biblioteca Mário de Andrade
R. da Consolação, 94 – Consolação

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