Sede

sede

Daqui da minha janela, onde o vento passeia acariciando a cortina laranja lembro do seu corpo a roçar o meu.
Tenho sede de você nas manhãs sem orvalho sem os lilases do gervão a chamar as borboletas.
O vento, lá fora, permanece inalterado em sua rota de devaneio.
Desenho no vidro da janela seu nome, dentro de um coração.
Já não há mais palavras nas minhas mãos para te entregar. Todas eu repito num frenético gesto de pedir
sua volta.
O meu desejo precisa do seu sinal, da sua chama, da sua pele para acontecer.

Mariana Gouveia
*imagem: Nishant Dange

8 comentários em “Sede

  1. Da minha janela sinto o vento acariciar o meu rosto e, sinto saudade das tuas mãos tocando a minha derme. Sinto falta do teu aroma que mora em mim…

    Lindo o teu versar!!!

    Beijos menina Mariana!!!

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  2. Ana disse:

    desenhos de infindáveis poesias…

    Curtido por 1 pessoa

  3. Lunna Guedes disse:

    Certos escritos parecem pães no forno… a gente sente o aroma e respira fundo.
    bacio amore

    Curtido por 1 pessoa

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