Um dia eu não aprendi paciência…

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Nem a controlar a ansiedade.
Bebi todas as taças de flor. Fiquei embriagada de vontades. Havia asas em todos os polens que achei no caminho.
Revirei elas todas. E fui de volta para a lição número 1.
Corri para colher estrelas. Tinha lanterna chinesa no quintal inteiro. Era laranja a esparramar cor em mim, fluía colar com nuances laranjar em volta do pescoço.
Dancei. Os cães me acompanharam. Era essa a rotina toda, antes de fechar a cortina do dia.
O vento oscilava entre o lençol no varal e a cortina.
Tocava no vizinho uma canção de amor. Maria Gadu e seu ” o teu laranja é que me faz ficar bem mais…”
Quase rezei. Na verdade, rezei um terço inteiro.
Usei as Três Marias que andavam em desalinho no céu.
Por falar em céu, Marte flerta com Escorpião – cuidado com os gastos ou as explosões emocionais – de olho na Lua.
Apago as lanternas. Reviso a posição da Lua, que depois de um dia chuvoso, aparece majestosa iluminando meu lugar.
Lembro que preciso revisar o horóscopo na madrugada.
Afinal, você, amanhã, quer saber o que o dia vai te inspirar, não vai?
Isso pode gerar loucuras…
Mas os astros, as estrelas e os jardins estão sempre ao seu favor.

Mariana Gouveia.

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