18. dos rituais das chuvas

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O céu mudava as suas cores. Abraçava a rajada de vento que levantava a saia dela e mudava o ritmo do dia.
A chuva chegava com o som dos trovões na frente e a tarde corria mansa dentro do verbo estar.

Podia sentir a água acariciar a mão com o pacto da liquidez.

O instante se tornando único dentro de outros. O olhar acompanhava o vai e vem das gotas. O tecido fino da cortina a dançar canções que a magia da chuva trazia, enquanto o pássaro de todo dia entoava seu canto. A luz quase repetindo refrão da canção cantada e a solidão dos mitos vazios.
Mariana Gouveia
18. dos Rituais das chuvas

 

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3 comentários em “18. dos rituais das chuvas

  1. mariel disse:

    Um instante se tornando único dentro de outros. É exatamente assim que via o tempo e não sabia. Você traduziu o eterno pra mim

    Curtido por 1 pessoa

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