19. dos rituais do avesso

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Poucas vezes entendia o que acontecia dentro dela.

A vida surgia, de repente, como labirinto ou furacão… ou asas.

Outras vezes, cabia nela suavidade do caminho. Mansidão. Pouso.

Sentia o avesso florescer na alma quando a noite caía e contava o verso dos dias.

Era apenas o reverso do espelho.

O silêncio que às vezes gritava.

Sabia que a face mostrada era a mesma que exibia durante o tempo da procura.

Nesse instante, o vento consolava a flor pela delicadeza do toque.

Mariana Gouveia
19. dos rituais do avesso
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2 comentários em “19. dos rituais do avesso

  1. “Nesse instante, o vento consolava a flor pela delicadeza do toque”.

    Lindo demais! ^_^

    Curtido por 1 pessoa

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