23. dos Rituais do toque

Costurava afagos dentro do que a memória lembrava.

A alma conhecia o toque e sabia dele de séculos passados.

Era jeito de asas na palma da mão.

Era mão sentindo o ritmo do coração.

Pertencia ao mundo criado ali no quintal e sentia-se plena diante da magia que a vida oferecia todos os dias.

Cabia nas madrugadas junto ao canto e quando o horizonte lhe mostrava a manhã que surgia sabia que podia tocá-la se quisesse.

Sempre queria.

Mariana Gouveia

23. dos Rituais do toque

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18 comentários em “23. dos Rituais do toque

  1. […] via 23. dos Rituais do toque — O Outro Lado […]

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  2. Poema não é metáfora, sinédoque ou qualquer outra figura de linguagem que piedosamente esquecemos da escola. Poema é escolha. Daí que se costuram afagos e está muito bem que se costurem os tantos afagos e que se caibam coisas nas madrugadas. Estas pequenas escolhas são como fagulhas que são sentidas pelo leitor do poema (que é uma pessoa sem pressa vivendo em eternas sextas-feiras). Poema é sacada, aquela que ninguém teve. E vamos por aí, apreciando às pequenas pérolas que esconderemos teimosamente dos porcos. Voltando ao normal, gostei imenso da invenção: Rituais do Toque. Abraços? Muitos.

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    • Mariana Gouveia disse:

      Sabe quando você ganha o dia? Tipo assim, quando o time da gente vira campeão…Tu me fez ganhar o dia com suas palavras.
      Te toco em um abraço caloroso.
      Que bom que gostou. Vamos inventando por aqui. Grata tanto!

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  3. Quanta delicadeza, meu Deus! ❤

    Adoro ler-te… 🙂

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  4. KAMBAMI disse:

    Sabe Mariana, muitas vezes me vejo em seus sentimentos. Gostamos das flores, dos pássaros, das borboletas, das manhãs, das tradinhas e até da lua iluminando a trilha. Aqui também entre os vasos de plantas alem de se aninharem por sentirem que serão bem recebidos, muitas vezes me presenteiam com “netinhos/as”, onde posso pegar sem medo e depois vê-los saírem para vida, mas sempre voltam, sempre. ❤
    26-12-09_0950

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    • Mariana Gouveia disse:

      Ah, meu amigo! Que bom que acontece assim.
      Esse em minha mão é Chiquinho. Atende pelo nome quando o chamo. Mora aqui no meu quintal, entre o pé de orquídea e o pé de algodão.
      Dorme no galho da babosa.
      Já me deu cada susto!
      Beijos

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  5. Lindo seu BLOG!!! Adorei!!! Comenta minhas fotos!!! Beijos!!!!

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