27. dos Rituais do amor

Ouvia a história de amor do homem do carro vermelho e chorou com ele suas dores de amor.

A tristeza sombreou o dia debaixo do pé de ipé, que floriu sem ser época nem nada.

Flor temporã – disse ele declamando poesia e falando que iria cruzar o mundo em nome desse amor.

A natureza calou o riso dele quando ela se foi. Pediu para decifrar a sorte do dia dentro do horóscopo dele. A linha da mão falava em continuidade. Era assim que acontecia dentro dos romances do dia.

Cabia vulto nas janelas e suas cortinas dançantes. Era tanta coisa contida no homem que já não ria mais.

Fiz poesia com o sentimento dele e ele abriu a esperança dentro da flor que caía.

O amanhã é um dia que ainda virá, assim como ele dentro da estrada nua de paisagem.

Mariana Gouveia

27. dos rituais do amor

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2 comentários em “27. dos Rituais do amor

  1. Lunna Guedes disse:

    Ah, minha cara… as artimanhas da realidade a brincar com as ilusões. Gosto imenso. Bacio

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