31. dos rituais

31-dos-rituais

O guarda chuvas não continha o equilíbrio do vento, quebrou na esquina de cima, antes mesmo que a chuva passasse.
A água escorria do céu feito afagos.

A solidão é mesmo feita de horas vazias.

Uma mulher me contou uma história do pai – vi a emoção dentro dos olhos dela –
O pai, sempre deixava para ela e os irmãos, um pouco da comida da marmita. Dava uma colher para cada, só porque eles gostavam.

O olho do pai brilhava vendo a comida ser compartilhada entre os filhos.
Dentro dos olhos dela o céu brilhava de azul e chovia.

A voz embargou na lembrança.

Tão perto, ali, a revelar memórias. Tão longe, ali, a viver dentro delas.
Não foi preciso abraçá-la… o gesto continha o abraço.
Mariana Gouveia
31. dos Rituais

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2 comentários em “31. dos rituais

  1. Maria de sa disse:

    *Um momento de memórias comoventes -*

    *Bem necessárias nos tempos actuais .*

    *Amei.*

    *Maria*

    Curtido por 1 pessoa

  2. Mariana Gouveia disse:

    Grata!

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