63. da estação das águas

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Tinha dias que chovia e fazia sol. Era a magia do tempo acontecendo e refletia dentro das gotas que caiam…

O jardim aproveita os bocados da chuva e era nessa hora que a mãe falava da delicadeza da cura pelas plantas e de como eram abençoados esses dias de água.

Ela conhecia a aridez dos dias secos e do quanto fazia falta se ela não acontecer.

A vontade do jardim de florescer fica mais latente nesse tempo… as ervas daninhas faziam oferendas no quintal e a vida acontecia liquida.

Os gestos nos ramos viviam de entrega à água.

Era amor em pequenos atos da natureza e a gente.

Quando o tempo dava um espaço para o sol, a flor se abria e seguia seu caminho rumo ao calor. As janelas se abriam para que entrasse a energia renovadora do sol dentro de casa o extravio morno na pele.

Mariana Gouveia
63. da estação das águas
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2 comentários em “63. da estação das águas

  1. Lunna Guedes disse:

    Viajei aqui ao imaginar uma dama descalça a andar por um jardim, chão de terra, folhas verdes e uma rosa vermelha a misturar-se a própria pele. AI ai ai,

    Curtido por 1 pessoa

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