65. da estação das águas

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Havia alguns momentos que o rio beijava a areia. Isso acontecia quando a chuva acalmava no dia e as gotas beijavam os frutos e folhas do quintal.

O cheiro de grama era uma leve fragrância na tarde e se misturava ao chá de capim cidreira que a mãe fazia com bolinhos de chuva.

A brisa chegava como se fosse um conto de primavera e ainda assim, era ainda a estação das águas.

O céu se abria em um rasgo de nuvem, para logo depois a chuva cair de novo e o rio de novo a invadir as margens e as aves se recolher em seu estado de asas e as folhas e frutas a beber a água em forma de amor.

Mariana Gouveia
65. da estação das águas
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4 comentários em “65. da estação das águas

  1. 0819claudiacap disse:

    Que lindo!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Lunna Guedes disse:

    Senti até o cheiro de cidreira, pena não ter a erva a casa, ou iria diretamente para a cozinha fazer uma infusão. Acabo de fazer bolo, iria bem. rs

    bacio

    Curtido por 1 pessoa

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