68. da estação das águas

68. da estação das águas

Conhecia a rotina das chuvas – lá pelos lados do sul a nuvem que se formava em espiral sempre se transformava em chuva – e pela dimensão do vai e vem dos insetos sabia se seria mais forte ou mais suave.

Sabia também pelo vento morno da tarde e quando entendia os sinais era hora de cuidar dos preparativos…

Recolher as roupas no varal, ajeitar o vaso das plantas que não podiam molhar, fechar as janelas e verificar se o ninho das joaninhas estaria protegido de acordo com a direção do vento.

Feito isso, ficava a espreitar o céu aspirando o cheiro da grama verde se preparando para a bênção das primeiras gotas…

Mariana Gouveia
68. da estação das águas

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