74. da estações das aguas

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Quando aparecia um leve estio saiamos rapidamente para fazer as tarefas – ou brincar – de acordo com as ordens da mãe. Recolher na horta os legumes frescos, as hortaliças ainda com gotas da chuva, as frutas na parte do fundo da casa, os ovos no galinheiro… A ração dos animais e cuidados com o galpão onde eles ficavam… Era hora do pai pedir as ferramentas para consertar uma coisa ou outra… Ninguém ficava parado…

Cada um com sua função específica…
A fruta colhida na hora adoçava a boca.
Era o sumo da vida ali, ao alcance das mãos…
O sol dava timidamente o ar de sua graça, para logo depois, esconder-se dentro da nuvem, que de novo antecedia a chuva.
A expectativa das histórias à beira do fogão a lenha e as gostosuras que a mãe preparava enquanto se fazia presença em nossos olhos.
Mariana Gouveia
74. da estação das águas
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4 comentários em “74. da estações das aguas

  1. Maria de sa disse:

    Quando se tem um passado cheio de doces memórias ,esse passado funciona como um album de doces recordações . Obrigada por esta partilha

    Maria

    Curtido por 1 pessoa

  2. Dida Ferreira disse:

    Mariana fez do Tomateiro seu pé de Laranja Lima, tal qual fez Zézé. 🙂
    BFDS

    Curtir

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