96. dos dias aleatórios de Abril

O boletim do dia relata o mistério. Havia dor em qualquer grito. O unicórnio na parede lembra o desenho da minha infância. Cartazes pediam silêncio onde ninguém se mexia. Rascunhos rasgados de cartas que nem foram escritas.

O cheiro do verniz limita distância. A moça de branco procura a veia e agita o frasco onde purpurinas flutuam na alma.

A menina ri diante do mapa. Conhece o portal da imaginação. O relicário pendurado no peito. Sentia as asas do pássaro como se fosse dela. Via coração em tudo que é flor…

Fechava os olhos e cantava coragem.

A vida, esse doar incessante de dor.

Mariana Gouveia

96. dos dias aleatórios de Abril

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