116. dos dias aleatórios de Abril

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Há dias em que acontecem milagres – aquele mesmo que o homem de ontem buscava e ria do destino brusco de ser leve – e que aparecia escrito no envelope pardo nas mãos.

E que depois disso contava histórias de imensidão de rios onde se perdiam nas ribanceiras onde nas margens os pássaros cantavam rotinas de florestas de histórias de ler… e as cachoeiras cantavam o chuá, chuá e as aves eram parte do cenário que ficou guardado…

Há dias em que alguém chora de dor e conjuga os verbos no passado, só para respirar o ar que falta e as canções gravam na mente o instante simplificado no refrão.
(chuá… chuá…)

Há dias em que sonhos se realizam e as testemunhas registram momentos que a memória desenhará para o resto dos dias e será contados em cada reunião que mais de um se lembrará e confirmará presença e a pergunta ecoará: você se lembra?

As gaiolas se abrirão e o que era preso voou… e as cartas eram escritas no modo antigo, e os envelopes decorados com cores que celebrava a amizade.

Os corações, nesses dias, se encherão de esperança e os corredores ganharão as cores da cura e a ave verá na poça da chuva um rio fácil de atravessar.

Haverá dias assim. Houve.

Hoje.

Mariana Gouveia
116. dos dias aleatórios de Abril
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