117. dos dias aleatórios de Abril

117. dos dias aleatórios de Abril
A neblina esconde as flores que nascem.

Da esquina, se vê apenas a solidão. Um gato no muro, um pássaro na árvore que ainda não amanheceu…
O vento faz com que o frio pareça mais do que está.
O homem da reciclagem com seu gorro de sempre – faça frio ou calor – com o emblema do time preferido, a empurrar a carroça cheia de garrafas pet e a melodia de todo dia a ecoar nas ruas do meu lugar.
Ele cantava a vontade de voar e de quanto as ruas o enchia de paz…
” eu uso os poemas para saber…”
e a folha que caiu tudo no dia seguinte era galho seco hoje…
A garoa dançava na luz difusa do poste e a lua era apenas um risco no céu.
Enquanto todo mundo desejava a liberdade de ontem e acreditava na injustiça de amanhã, eu apenas caminhava contra o vento e o frio.

Mariana Gouveia
117. dos dias aleatórios de Abril
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s