118. dos dias aleatórios de Abril

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Definhava nas horas do dia, em frente a casa abandonada da rua lateral. O abandono era costume nas noites em qua fazia sol.
A grama fazia colo para os contos de fadas, escritos nas horas de insônia.
Os sons dos carros e suas buzinas e a cidade silenciosa diante das coisas.
Os jornais contavam histórias que alguém inventou. A sorte é tirada na sorte de quem acreditava em figas.
Alguém tentava adivinhar qual futuro ficou no meu passado. A mão única não pertence na velocidade das coisas…
Tudo se definia dentro da lógica do tempo. Havia um modo solitário de enxergar presença na vida do cão. Quando ela me escreveu, me desenhou na porta errada e eu virei retrato preto e branco na paisagem.

Mariana Gouveia
118. dos dias aleatórios de Abril
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