154. da geografia das coisas

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Acontecia o dia no tempo das coisas e havia o tempo do jardim mudar a cor.

Os lírios criaram delírios no quintal. A manhã criou atmosfera de espera, enquanto o céu chovia uma garoa fina.

O vento derrubava as folhas secas lembrando a estação. A fuga das dores reflete no equilíbrio das palavras. Alguém diz sobre a sorte de um amor tranquilo e a canção decifra a solidão que invade o dia.

A palavra espera ganhou conforto no abraço. A solidão é esse estado desajeitado de ser dois.

 

Mariana Gouveia
154. da geografia das coisas

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2 comentários em “154. da geografia das coisas

  1. Lunna Guedes disse:

    Nessa semana ventou forte por aqui e eu estava ocupada com os últimos dias de maio (deixei coisas acumularem) mas, por um instante parei para ver as folhas secas caírem em seu último vôo. Foi lindo e me lembrei de tu, e de outra vida que não é essa.

    Curtido por 1 pessoa

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