155. da geografia das coisas

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Carta ao amor aos cuidados do sol

Já é noite por aqui, meu amor e esse dia ganhou ares de lembranças… Abro a caixa de memórias – as minhas, que se misturam nas tuas – e em cada página que abro você está. Ali, perto, sempre estendendo a mão. Segurando meus passos, e companhia silenciosa enquanto eu estou nos holofotes.

Sento-me na varanda do passado e estendo as mãos no vento à tua procura. Você sempre está lá…   Lá, onde o sol é mais dourado e os minutos mais lentos e onde me espera com o mesmo jeito de antes…
sempre nestes dias em que minha alma fica solta você é o reflexo do amparo e quando meu silêncio faz barulho suficiente dentro da sua calmaria transforma em cor a dor.

O nosso amor é esse sol que avermelha as tardes quentes em um dia perfeito e modifica os dias dentro da estação… Era essa a mesma estação na manhã que você chegou e meu olho pousou e buscou segurança no seu. Depois disso, sua presença sempre esteve ali como um porto seguro, me indicando caminhos, me dando direções.

Já virei a página do calendário, amor e transformo teu dia em todos os dias. Hoje, eu queria te dar o sol, mas é você que se transforma meu sol todos os dias. Encara minhas metamorfoses como se disso dependesse a vida… e sua vida dentro da minha faz a minha história mais bonita.

Feliz Aniversário!

Te amo!

Mariana Gouveia
155. da geografia das coisas

 

 

 

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2 comentários em “155. da geografia das coisas

  1. Sabe, segredo meu, gosto é de falar e de escrever sobre, contra, adiante e a favor. Tudo assim. Mas não é isto que eu queria dizer não, queria é falar da geografia das coisas. E, ora vejam, está acontecendo em lira e verve. Me repito: estou adorando as tuas séries diversas. E agora, a geografia das coisas. É um mapa do jardim, percebi. Falando de miudezas: da gesta das abelhas, das viagens aventurosas de libélulas, de girassóis penserosos se levantando para o sol, de pequenos milagres só acessíveis a quem se curva sobre a terra e a planta sobre a terra. Em verdade verdadinha verdadeira e vera, acho que você age do modo mais simples: se levanta e vai para o quintal e se maravilha. Não estou puxando seu saco, queria que você percebesse. E tomo este cuidado porque é tão comum, a puxação de saco bestinhã, com quartas intenções. Não, eu só queria que você soubesse que seu trabalho é, sim, de alta qualidade. Ouviu bem, menina Mariana? De…alta…qualidade. Pronto, agora decretei e agora disse. Ocasião próxima e vindoura, vos armarei cavaleira. Aguarde. Abração.

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  2. Mariana Gouveia disse:

    A geografia das coisas fala dos mapas internos… e que bom que está gostando e é sim o mapa do jardim. Por ora, minúsculo… em outras, gigante. De babel! Suspenso! E assim, te convido aos outros meses que ainda virão…
    É o mês em que me aventuro a montar os cavalos da infância… tirar leite da vaca – leite não dá em caixinha…- andar descalço e ser a menina.
    é férias!!
    beijo imenso!
    Grata tanto!

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