157. da geografia das coisas

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A noite se entrega no gesto. Acolhe a geometria das horas e o signo em ascendente.
Desenha histórias vividas e eu busco vontades que nunca experimentei. Alguém me diz sobre fatos que nunca imaginei. Era lua em algum lugar. Ninguém sabia os caminhos das rotas. Os retornos voltam sempre para o mesmo lugar.

Às vezes, tudo é o mesmo lugar no mapa e você fica a desenhar atalhos –  e embora esses passam a ser a melhor parte da viagem – e a rotatória não muda… Ciclos.
Seu nome repetido em gestos em parentes, amigas, nora, sonhos…
Onde seu nome quando?

Qual flor o jardim canta?

Que solidão a minha se une com a tua?

Em qual idioma eu criei asas e perdi o encanto? Em qual encanto você se perdeu de mim?
O precipício é logo além do que os olhos veem. E a certeza é de que só vale a beleza do caminho ou da essência em que nossa alma aspira.

Mariana Gouveia
157. da geografia das coisas

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2 comentários em “157. da geografia das coisas

  1. adrianegarcia2 disse:

    “Os retornos voltam sempre para o mesmo lugar.” Verdade.

    Curtido por 1 pessoa

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