168. da geografia das coisas

Conheci o homem do campo. Não tinha nome comum como os outros nomes.
Tinha sonhos e carregava eles nos  braços como se fosse colher o que plantou.
Não gosta da noite – disse – … é quando o cansaço é muito e ele chega vestido de esperança e na alma, o coração vadio ri de qualquer coisa.
Leu para mim cartas que  chegou em suas mãos, com letras que eu o ensinei a ler – quando ele era um moço sem sonhos – e começou a escrever poesias depois disso…
Contou-me sobre o rio e suas curvas como se fossem serpentes a desenhar  o formato entre a floresta e do bicho que louva a Deus e se molda ao ambiente.
Acolhe a noite com seus cansaços tênues contrário  ao sono que nem vem porque ele sonha em ser bicho e viver.
Mariana Gouveia
168. da geografia das coisas1717
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3 comentários em “168. da geografia das coisas

  1. Maria de sa disse:

    wuauuuuuuuuu—– Qto gostei deste momento tão poético – Maria

    Curtido por 1 pessoa

  2. mariel disse:

    Trata-se de uma colheita cheia de lindas geografias.

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  3. Lunna Guedes disse:

    A pele ficou em suspenso, assim como as emoções.

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