173. da geografia das coisas

Estou aqui onde me convence ficar e onde todos já sabem onde me encontrar
onde a posição de dona do mundo me abraça e os dedos tocam a natureza das coisas.
Abrigando a geografia instalada nos segredos dos cogumelos.
Aqui onde escuto a sinfonia da floresta e a água do rio manso – que cantava na minha infância – repete o mesmo chuá chuá…

Como se o tempo tivesse composto a mesma melodia em mim.

As explicações que me pedem são de improviso para o que vejo além da janela e a verdade a ecoar no vento que fala com as folhas.
prefiro que a janela abra para o sol entrar, ou que a poesia repita o nome cantado no poema que fala de amor.
Quero a singeleza do ritmo do tempo – que aqui não passa e a todo instante me renasço dentro das lembranças.

Mariana Gouveia
173. da geografia das coisas

Anúncios

7 comentários em “173. da geografia das coisas

  1. mariel disse:

    Tocante, em todas as geografias

    Curtido por 1 pessoa

  2. Maria de sa disse:

    …..”Quero a singeleza do ritmo do tempo – que aqui não passa e a todo instante me renasço dentro das lembranças.” Como me identifico ,Amiga . Maria

    Curtido por 1 pessoa

  3. E nem precisa abrir os olhos, conhece cada canto!

    Curtido por 1 pessoa

    • Mariana Gouveia disse:

      No escuro, quando levanto para ir ao banheiro – ou espiar o céu estrelado (Divino) nem acendo a luz. Sei onde está cada coisa… Até as sombras na varanda conheço bem…

      Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s