174. da geografia das coisas

A renda foi costurada dentro da noite. Os dias de invernos intensos aprofundados na pele e na alma.
Busco o equilíbrio denso dentro da dor. As histórias contadas de um jeito que a saudade bate e fica.
O cheiro do capim molhado de orvalho a invadir os quartos com seus aromas e a lua caminha em um céu coalhado de estrelas.
Imprevisível a cronologia das coisas – misturamos os fatos, as fotos e a época – tudo era dentro do tempo de estar.
As palavras a carregar afagos entre nós… o verbo mudando a direção sempre que uma lembrança nova surgia.
Alguém arrisca um canto e o amor conhece a simplicidade das coisas.

Mariana Gouveia
174. da geografia das coisas

 

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2 comentários em “174. da geografia das coisas

  1. Independente da ordem, tudo liga-se na teia encantada, de histórias e sensações!

    Curtido por 1 pessoa

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