178. da geografia das coisas

O campo dá certeza das coisas. O vento aqui traz a leveza da brisa e é cada coração em cada grito;
O céu tem asa em tudo quanto é canto e de noite, traz estrela em cada espacinho dele. Dá para ver as nebulosas e o caminho de Santiago… O Cruzeiro do Sul, bem ao sul vagueia no laguinho onde o cão se banha.
Os vaga – lumes oscilam perto do lago e ele – o cão –  corre atrás de algo que voa…
Aqui, tudo voa – ou quase – e quando a asa vira coração, vira folha – de dia – e de dia, o azul é deslumbrante! Parece vestido de festa e as folhas ficam rendadas para ficar a altura da beleza.
É tudo simples… a beleza da noite se esconde, porque fica tudo mais bonito, assim a olho nu.  O campo ao longe, o barulho da floresta e o riacho sempre espera para depois…
E depois, se transforma em sonho. E de sonho, em toda leveza de ser, eu sou.

Mariana Gouveia
178. da geografia das coisas
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6 comentários em “178. da geografia das coisas

  1. Sabe, tem vez, tem momento, que eu fico puto. E pergunto, e e bato na cabeça e de raiva raivosa pergunto do porquê, ainda alguém, poetiza! Na verdade, errado é. Ninguém poetiza! As pessoas poetam. O verbo filho-da-puta que me dá nos nervos: eu poeto, tu poetas. Mas está um caos minha terra! E tu poetas e, Cristo!, até eu poeto. Aí eu leio sobre um cão que corre atrás de algo que voa. Obrigado, obrigado e obrigado.

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  2. Você me dá esperança na massa humana, Mariana, a Gouveia.

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  3. No simples, todo o sem preço da vida!

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