188. da autonomia dos voos


Tinha malícia nas asas. Sabia contornar o caminho quando lhe convinha.

Era convincente no pouso. Sabia pousar com maestria. Conhecia os dourados tons diversos do sol. Captava como ninguém os negrumes da noite.

Por vezes, ficava ali no espaço oferecido entre a grama e o ar admirando as estrelas. Ouvia o silêncio e com ele se entendia bem.

Vez ou outra precisava submeter-se ao alado. Ou ao toque.

Era ali, na dimensão de saber-se livre que podia amar.

Mariana Gouveia

188. da autonomia dos voos

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4 comentários em “188. da autonomia dos voos

  1. Ah, Mari… menina dos voos infinitos. ❤

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  2. Entre voos e pousadas, vida!

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