192. da autonomia dos voos

Dormia nos rumores do dia. O vento como travesseiro.
Os corredores atravessam o verbo da noite e reviver momentos é quase estender a mão em uma janela invisível e sentir o toque.
Tem dias que o cansaço é quase um abismo oferecendo colo.
Para a ave que beija a flor,
o pouso,
o medo em voo difícil.
A previsão do tempo quase acerta a secura da alma.
Queda livre
e em quietude traça
a rota densa dentro do silêncio
e ainda assim, é tempo de sonhar.

Mariana Gouveia
192. da autonomia dos voos
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4 comentários em “192. da autonomia dos voos

  1. Clau Assi disse:

    Começando a quarta visitando seu espaço… é que nos aquecer a alma faz bem.

    Obrigada pelo calor que aqui encontrei

    Beijo ternurento

    Clau Assi

    Curtir

  2. E por aqui vemos, que sempre é tempo pra sonhar!

    Curtido por 1 pessoa

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