198. da autonomia dos voos

 

O inverno desembarcou no meu quintal. O vento trouxe toda a família desde madrugada. O frio invadiu a sala e os ninhos todos. Houve desequilíbrio de asas em qualquer toque.

Para alguma asa é preciso ter voo.
A ave que veio do sul trouxe o processo migratório para a alma. A vida vai além do que os poemas relatam. Penso no riso do irmão distante. Teria ele calor para o branco da neve onde se encontra?
Onde a presença pede saudade eu escrevo as cartas e respiro sentimento de pouso.
Mariana Gouveia
198. da autonomia dos voos
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6 comentários em “198. da autonomia dos voos

  1. gugacwo disse:

    Uau! Você escreve poemas muito bem, sinceramente meus parabéns, você tem inteligência em usar as tuas palavras ,gostei disso. É visto que você coloca todas as suas energias quando esta escrevendo e isso realmente é respeitável… Meus parabéns
    Eu também faço poemas, eu tenho 13 anos e poesia pra mim é vida, postei um hoje , poda dar uma olhadinha? Obrigado desde já:https://tvweb2016.wordpress.com/2017/07/17/dia-triste-poema-poesia/
    Não é exatamente poema, mas é um texto incrível!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Nas cartas, o coração voa junto!

    Curtido por 1 pessoa

  3. Lunna Guedes disse:

    Nossa, já tinha me esquecido que as aves migram. Na minha outra terra faz um calor insuportável. Foi o que me disseram. E os meus migraram também.

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