204. da autonomia dos voos

 

Não teve missa, o domingo. A igreja fechou para reforma. A oração foi designada para as casas.
O vento veio fazer parte do momento.
A asa trouxe o número da sorte. Vai que muda a estação e a previsão do tempo erra.
Entende a certeza da vida. Ela é ilusão de sopro. Vai até onde ninguém pode alcançar.
Há ocasiões em que que é boa para voar.
O espelho mostra a verdade inversa. Busca a poesia na cura. O sossego no silêncio é quando o voo grita e as acrobacias no céu pedem pousos.
É utopia a certeza do espaço. O abismo é a pálpebra quando abre e o horizonte é a linha imaginária na superfície.
O dia destinado ao veneno não é adequado para rezas e uma esquadrilha faz movimentos no céu.As asas, do avesso, rastejam.
Alguém me pede para ser árvore quando em minha escolha sou folha.

Mariana Gouveia
204. da autonomia dos voos
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