208. da autonomia dos voos

Tenho alguns dias atrasados na memória. O relógio na sala de espera marcou a hora errada.  O brinde da vida é feita com asas. É o sabor do vento preso na garganta. Qualquer grito é abismo na alma.

Quase a castigar a alma.
O copo vazio. Só a leveza dos voos riscando as paredes em temas de vontades que escrevi na ponta dos dedos e no sabor da boca.
A metamorfose esvaindo no sentido da vida.
Alguém se despede para sempre.
A curva do céu desenha a curva do copo. O líquido que definha a vontade do beijo. Metade asa, metade pouso.
A artéria a espera de chuva. As palavras rabiscadas no espaço. Era cratera quando o buraco roía.
Costuro as asas em ponto russo. Em dias difíceis a gente precisa de heróis
Alguns tem eles estampados em camisetas,  enquanto eu prefiro os que voa…
Mariana Gouveia
208. da autonomia dos voos

 

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2 comentários em “208. da autonomia dos voos

  1. biancamenti disse:

    Maravilhoso! 🙃

    Curtir

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