211. da autonomia dos voos

Enquanto as mãos viram asas me contam histórias de amor.
Alguém perdeu o equilíbrio na vida. Vi a fé dentro da mesquita e o sino da igreja badalar.

Talvez o dia impossível dentro da possibilidade da flor.
Só tive a ideia… a vaga ideia de que o vento havia parado tudo com seu silêncio na folha e que o diagnóstico era quase inaudível.
A dor era confundida com a espera. Sinto dentro da ternura e o cheiro de gengibre lembra o chá da tarde o que arde – e a secura do quintal pede acolhida de água na terra.
O pássaro engole o céu e sua fome de voo combina com a minha de paz. Essa inquietude que grita e me abraça toda noite enquanto a madrugada avança junto com a chuva de meteoros e que não consigo registrar.
Era quase um registro de sonho onde seu nome é dissolvido na boca feito nuvem.
Mariana Gouveia
211. da autonomia dos voos
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2 comentários em “211. da autonomia dos voos

  1. Lunna Guedes disse:

    Me fez voltar no tempo e pousar em minha janela de infância a espiar o céu durante a noite e ficar surpresa com fogos inaudíveis. Era uma chuva de meteoros. Soube depois.

    Curtido por 1 pessoa

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