212. da autonomia dos voos

O tempo não acaba… diante do calendário
e a noite tem a espessura da fumaça
que insiste em ser.

Não fosse o fim do mês
…e a canção da infância a relembrar
dos dias
Logo ali… é outro dia.

As paredes trazem os búzios que alguém
descreveu como sendo sorte.
Era quase como respirar o mar

A noite serve de rota para as mariposas
e os voos noturnos conhecem
a autonomia do vento.
E até morrer as mãos…
tocam seu nome no ar.

A brisa traz a canção que o mar
nunca cantou.
E decifro os sinais em um corpo imaginário
– o seu –
Rabisco nos muros a fuga
dessa falta absoluta de inverno
que rouba metade da outra estação.

É o ápice da solidão !

Mariana Gouveia
212. da autonomia dos voos
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