214. das impressões do dia seguinte

O fogo ardeu dentro do sol. A labareda alcançou o cerrado e a fumaça, o céu.
O boletim do tempo atravessou a meteorologia.  O paraíso tem as chamas dentro das folhas.
Havia o dia de amanhã na espera do beijo. O coração gera a expectativa de canção.
No verso do poema sua mão sobre a minha onde  chuva promete coisas desavisadas que não acontece.
Fala de flores que nascerão no cerrado cinzento e de frutas temporãs de agosto em uma invasão antecipada de outra estação – a chuva da estação era presságio de colheita –  o verbo mudado para o instante seguinte.
A direção errada de uma nação sem coisa nenhuma.
Tudo muda o sentido das coisas quando o arder também invade a alma.

 

Mariana Gouveia
214. das impressões do dia seguinte

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4 comentários em “214. das impressões do dia seguinte

  1. Lunna Guedes disse:

    Sabe quando um escrito te deixa quieta, no canto, em condição fetal? Estou assim… rs

    Curtido por 1 pessoa

  2. No verso do teu poema encontra-se a beleza de todo amanhecer.
    O teu poema completo – frente e verso – é abrigo para a minha poesia!!

    Lindo, menina Mariana!!!

    Beijos

    Curtido por 1 pessoa

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