217. das impressões do dia seguinte

 

O amor dormiu na minha mão e tinha a leveza da asa e fazia o vento gerar canto.
O amor chegou com nome de ave, de todo dia, em prece, como oração. Como uma sonata na vitrola antiga. Quase vintage dentro de mim.
Ganhou contornos de abraços e  tive sorte de voo.
Esse amor veio traquino e com rodopios no ar. É um menino, com ares de passarinho. Beija a flor.
Diante do espelho ele me vê e busca a alma da flor, que no jardim se abre.
Atua como música em seu canto e para as horas de encanto faz de minha mão, seu ninho.
Ah, esse amor pequenino que se agiganta e vira presença ali, no canto da sala, no galho da árvore seca do quintal.
O amor mora aqui e amanhã surgirá como se tivesse dormido fora e que morria de saudades de mim

Mariana Gouveia
217. das impressões do dia seguinte
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