255. Entre uma estação e a primavera

Que nome dar para esse rio que vaza do meu peito?
Você viu a lua nessa madrugada? – além dessa que surge cheia em teus olhos? –  Viu Júpiter dormiu de conchinha com ela?
O vento veio suave na pele. Pensei em carícias e pele. Os poros soerguerem e a vida se transforma nesse pulmão de respirar… As asas não respeitam a densidade das pedras.
E as flores…?  – não captam a solidão dentro da noite – aceitam os casulos que  se abrem e a  metamorfose acontece.
Enquanto você vê seu mar nessa sombra de asa, o ar sendo presságio de coisa boa. De presença além do infinito e dos séculos e séculos – amém – e pousando em um beijo que é tua boca e voo… Pulmão.
Cadê meu ar de respirar dentro dessa ausência que se impôs? E esse rio que vaza entre as folhas?
Mariana Gouveia
255. Entre uma estação e a primavera

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