271. Entre uma estação e a primavera

 

Eu devia saber dessa coisa – tempo – espaço… Desses vãos que trazem ventos e  entram afastando os móveis de lugar. Sabia que seria difícil essa coisa da dor, logo depois que se desfazem os gestos de comida pronta na cozinha quando a noite chega e o relógio – tão silencioso durante o dia – ganha ecos de um tic – tac sem fim.
Eu devia saber que quando a primavera invadisse meu quintal e o cheiro de hortelã invadisse os quartos e a falta de ar não permitisse o sono eu ia chamar o nome dela e depois disso, a alma já poderia suportar tudo.
Mariana Gouveia
271. Entre uma estação e a primavera

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.