285. das infinitudes

285. das infinitudes

Alguém rastreia a sorte do dia nos astros. Fala com poesia sobre a Lua em seu estado de minguar.
Pensou em parar todos os relógios até que a esperança viesse comer em sua mão com a louvação da fé.
O espelho deforma o vento e nos muros, os riscos de desenhos feitos por crianças.
Alguém falou sobre o verbo amar e ainda ontem era o voo de peixe a ilusão do poema e o nado da ave na poça do quintal.
As memórias de antigamente vieram vazias de sabores e o rosa das paredes da vizinha se desbotaram com a tempestade de anteontem.
Ninguém consegue fugir de si mesmo.
Sei que a brancura dos dias se contrastam com a negritude da noite enquanto só consigo esse silêncio aparente de solidão na esperança que pousa em mim.
Mariana Gouveia
285. das infinitudes
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