300. das infinitudes

O sol dorme no horizonte dos olhos dela
e há prenúncio de tempestade vinda do leste.
O verão brinca no riso que ela adora desfolhar

e as estações balançam nos cabelos que ela lavou.

Há qualquer coisa de trilha musical que me envolve quando pensa nela.

As canções que ela cantou – ou que eu pensei em ouvi-la cantar –
nunca sei quando meus pensamentos são maiores que meus desejos
nem quando é noite no centro oeste da minha imaginação
porque sempre há um sol nascendo no horizonte dos olhos dela
onde as meninas dos olhos dela brinca de viver só para mim.

Mariana Gouveia
300. das infinitudes

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