301. das infinitudes

Às vezes, acordava – ou amanhecia – com a impossibilidade do agora.
O verbo se perdia no tempo amar.  A previsão do tempo mudou -se na imprecisão.
Pensando no caminho encontrei a rua do meio. O vento, ali, batia na janela desenhada na parede amarela.

Uma criança nasce no improviso da dor.
A vontade de flor alimenta o jardim. Já brotam as folhinhas do algodão.
A febre atravessa a garganta rouca no grito. A ave de todo dia invade a sala e voa.
Mora no fio das roupas no varal e chove.
A mansidão das horas é esse inconstante ritmo do relógio da sala enquanto lá, fora a tempestade habita no quintal que anoitece – ou amanhece…
não sei.
Mariana Gouveia
301. das infinitudes

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