303. das infinitudes

 

Como se eu fosse uma ave presa em tuas mãos

e abre os pulsos para me livrar da gaiola

que é tua pele, teu cheiro e eu em tua carne sonhasse

como se achasse a ilha –  meu ninho –  seu corpo

como se o voo do pássaro pousasse

sobre os sonhos de tua cabeça

e suas asas delirantes

fossem o mapa do caminho que tenho de trilhar

como se eu  fosse o jardim – na tua mão – eu, semente florindo desejos

 

como se hoje apenas eu fosse a dançarina que povoa vontades  e voasse plena de sentidos

no céu

da tua boca.

 

Mariana Gouveia
303. das infinitudes

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