313. das fragilidades secretas

 

 

 

 

 

A peça pendurado no alto
oculto o gesto das mãos.
Era asa solta, a saia

Já era apenas parte no cabide, a peça.
As flores abandonaram o tecido e foram trilhar no jardim
nas palavras de poesia, onde a moça louca chora nos cantos, pendurada no teto.
Os cabelos com jeito de segredo.
Era vermelho o acaso registrado.
e do eclipse a palavra solta
Nas gavetas escondia as cartas repletas de sonho.
O manual nas artérias enchia o peito de liberdade.
Se as paredes falassem de solidão
tudo era esse grito entalado no peito e essa bendita falta de ar não combina com a falta de vestido.

Mariana Gouveia
313. das fragilidades secretas
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